sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Depois De Ti, Mais Nada! - Será Mesmo?

O fim de um relacionamento nunca é fácil. Às vezes a relação termina e há no ar uma ilusão de que não custa nada e que estamos novamente vivos e que afinal não custou nada - e só depois o mundo se abate sobre nós. Outras vezes viramos farrapos logo no primeiro segundo que cada um virou as costas e só existe chuva, trovoada, frio dentro de nós.

Não há forma certa ou errada de agirmos; o coração de cada pessoa é diferente, assim como a personalidade mas é certo que de uma maneira ou de outra, acabamos sempre por derramar lágrimas, sejam elas de angústia, arrependimento, saudade ou até uma forma de arranjar forças para seguir em frente. "Depois de ti, mais nada! Nem sol, nem madrugada!", já cantava o Tony Carreira (e não tenho interesse em saber se foi plágio ou não) e muito bem porque é com essa sensação que ficamos quando perdemos a nossa cara metade [claro que não me refiro a fins de namoro violentos ou abusivos, etc].

Mas acreditem, o sol volta e felizmente as madrugadas maravilhosas e cheias de história, também! E escrevo-vos isto porque (tenho uma amiga que anda lavada em lágrimas com o fim do relacionamento) desgostos amorosos são muito, muito comuns e com certeza algum leitor há-de identificar-se com estas palavras ou simplesmente precisará de ler as mesmas. Há muita coisa na vida que não tem cura (e acredito que há desamores que também sejam difíceis de curar) mas a vossa vontade de viver e de se reencontrarem tem de ser maior do que qualquer coração partido por alguém que, muito provavelmente, nem vos valorizou.

É um lugar escuro o fim de um namoro - é. Mas vai também haver um luz ao fundo do túnel. O truque é investirem em vocês mesmos, fazerem o que mais gostam, rodearem-se do amor da família e dos amigos que vos aceitam de forma incondicional. 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

42# Tragam as pipocas, hoje é dia de cinema!

Hoje o filme que vos trago não é propriamente recente - é de 2012, mais precisamente - e apesar de o ter visto há já uns tempos, no outro dia estava a passar na televisão e eu lembrei-me que ainda não tinha falado dele.

"The Odd Life of Timothy Green" ("A Vida Extraordinária de Timothy Green") é uma história de esperança e de amor, acima de tudo. Cindy (Jennifer Garner) e Jim Green (Joel Edgerton) tentam mas não conseguem ter filhos e acabam por enterrar no seu jardim toda a esperança e sonhos numa caixa de papel. Depois de uma noite de tempestade, aparece-lhes à porta um menino que misteriosamente vem para mudar as suas vidas e cada um individualmente. Mas não só. 



Timothy vai tocar nos corações de quem o rodear. Sem se importarem de como ele apareceu, o casal aceita-o simplesmente nas suas vidas, aprendendo lições humanas que nunca poderiam fazer sozinhos. E sempre que Timothy consegue passar a sua lição, uma folha (das muitas que tem) cai dos seus tornozelos. Parece uma premissa estranha mas faz sentido se virem o filme.

É um filme de domingo à tarde, é verdade, mas acima de tudo é bonito. Tem uma história bonita e às vezes é só mesmo disso que precisamos, não é? Às vezes só precisamos de um filme que nos faça criar esperança e ver as pequenas coisas que a vida nos dá e que por vezes nem ligamos... Vejam, sério :)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Habemus Bilhetes De Avião!

Férias confirmadas há pouquíssimo tempo o que é que significa? Bilhetes de avião caros - e isto é verdade, verdadinha. 
E eu confirmo: por mais pesquisa, por mais alterações de datas, horário ou companhias, os valores estavam todos acima do que eu queria dar mas paciência; estão comprados e o que se gastou em avião vai compensar porque não se vai pagar estadia.

Onde, onde? - perguntam, vocês.


Fui lá o ano passado e vou lá este ano, já sem o fator surpresa mas com vontade de explorar outras coisas que esta cidade tem para oferecer! Fãs de Londres, acusem-se! :)

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Que Mudou Na Minha Vida Depois Da Faculdade?

Ainda numa onda de regresso às aulas, hoje decidi trazer-vos um pouco da minha experiência pessoal em relação à minha vida académica e o pós vida académica.

Não escondo que já houve muitos dias em que me arrependi de ter tirado um curso superior - para quem não sabe, eu não trabalho na área. Mas são pensamentos que já não me ocorrem. Pesava-me o esforço, meu e dos meus pais e de não ter dado frutos. Trabalhei na área, alguns anos mas não me dava sustento para o carro quanto mais para uma vida. E eu precisava urgentemente de começar a ter uma vida monetária [se assim poderei usar a expressão].

Na faculdade [É Só Lusíada Universidade! lalala] aprendi montes e montes de coisas. E nem tudo aprendi nas aulas porque tentei viver o máximo que consegui em relação a tudo o que me era concedido. Tirei negativas, até reprovei a uma cadeira, tirei algumas boas notas, até um ou dois 18, estudei com colegas da minha idade, fiz amizade com colegas mais velhos. Tive muitas (até perdi a conta...) ressacas, saídas, praxes, gargalhadas entre tardes na relva com a capa ou não vestida. 
Mas foi-me sempre estipulado pela minha consciência que na hora dos exames, a cena tinha que ser minimamente séria. Quando eu me interessava (e também quando não me interessava...), eu estudava e se a nota não fosse bem aquilo que eu desejava, eu ia a melhoria de nota - da mesma forma, também aqui perdi a conta das vezes que fui fazer melhoria, às vezes por um valor!

A minha faculdade era e é privada. Não tive que trabalhar para pagar os estudos como tanta gente o fez e faz e por quem eu tenho a maior admiração [no meu grupo de amigas, só uma fazia isso e posso garantir-vos que ela nos acompanhava nas festas a esmagadora maioria das vezes, levantando-se sempre mais cedo para ir trabalhar e depois de almoço aparecia para as aulas e isto tem de se louvar, meus caros amigos]. Os meus pais pagaram os três anos que lá estive e o mínimo que eu poderia fazer, era não andar lá a passear SÓ copos de cerveja (tirando o dia do Rally-Tascas, aí só passeava mesmo copos!). 

Terminada esta etapa, não me enchi de mim mesma, apenas me orgulhei. Tínhamos conseguido. Com mais festas, menos festas, com boa média ou apenas satisfatória, eu e os meus pais tínhamos conseguido. Já estava licenciada, com direito a flores, festa, bolo e um canudo de baixo do braço.

Hoje trabalho num centro comercial. Esta é a realidade. Já trabalhei em dois jornais - um mensal e um diário [e este nacional e internacionalmente reconhecido] e trabalhei numa televisão local. Aprendi MUITO! Pude lidar com pessoas que nunca pensei trocar se quer duas palavras. Vi noticias minhas escritas a serem lidas pela pessoa do lado no comboio. Tenho fotografias com o Mário Soares e a mulher. Com os Homens da Luta. Com o Virgul. Eu sei lá... Uma série de recordações.

Adorava dizer que não desisti da área. Mas nem vou entrar por aí; só vos queria dizer, finalmente, é que depois da faculdade, a minha vida ficou melhor. É a mais pura verdade. Andei muito tempo a fazer cursos e especializações em pontos específicos na área do Jornalismo, andei a estagiar à palex, andei a recibos verdes, de um lado para o outro, etc, etc. Mas porque assim os meus pais me deram a oportunidade (nunca me exigiram um trabalho com €€ à vista) e porque assim eu o entendi porque eu dizia para mim "És nova, faz currículo agora". Foi o que fiz e não me arrependo. Agora, longe das noticias, recebo o meu ordenado que dá para ir construindo uma vida, a minha. 

A faculdade foi a minha rampa de lançamento. Caloiros aí à solta: aproveitem estes anos da vossa vida a 100%! Divirtam-se MUITO e estudem, porque na faculdade também se faz disso e já agora, mesmo que achem que não, é mesmo verdade quando dizem que os amigos que fazem na faculdade são para a vida.

Bênção das Fitas de Lisboa, 2010

De certeza que vou passar, nos próximos tempos, por trajados e vou ter vontade de dizer GRANADA mas a vida anda para a frente e ando mais preocupada em ver as promoções do Jumbo/Pingo Doce xD.

domingo, 17 de setembro de 2017

Aprecia A Tua Própria Companhia!

Sempre apreciei a minha companhia. Não vou dizer que sou solitária mas gosto muito de estar sozinha. Não tenho medo de estar sozinha. Aprecio a solidão - mas não a solidão constante.

Se tiver que ir a algum lado sozinha, vou. Também sou sincera, se não estiver para aí virada, tento arranjar companhia até esgotar as hipóteses, mas por norma ir à praia (por exemplo) sem companhia é algo que não me faz mossa nenhuma. Estar sozinha dá-nos tempo. Tempo para avaliar a nossa vida, o que nos está a deixar felizes, o que nos anda a deixar tristes, o que queremos para o futuro... tanta coisa. E não entendo como há pessoas que tremem só de estarem sozinhas.


Já repararam na quantidade de pessoas que gostam de estar perto de vocês? À vossa volta? É porque apreciam e valorizam a vossa maneira de ser e de estar - porque não hão-de fazer o mesmo convosco próprios?  Fica a dica; aprecia a tua própria companhia :)

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Tantos Posts Sobre O Regresso Às Aulas Que Eu Também Não Quero Ficar De Fora!

Tenho a certeza que já se fartaram de ver posts a dar algumas dicas para o regresso às aulas não é? Desde essenciais para o dia-a-dia , o que levar na mala ou até maquilhagem para o primeiro dia de aulas. 


Vai daí, eu também quis participar neste circuito de posts, com uma dica muito importante para este regresso às aulas. Nada mais nada menos do que: ESTUDEM! É muito importante estarmos bonitas na apresentação, escolham a vossa roupa mais fixe e essas coisas todas mas mais do que não se esquecerem de levar creme hidratante, batom ou um eyeliner na mala, é não se esquecerem de levar os livros e as cenas todas, se não levam falta de material! - Isto ainda existe, não existe? 

Os tempos mudam, obviamente que sim; no meu tempo, numa turma de 25, tínhamos duas raparigas que punham base na cara. Hoje a coisa é literalmente ao contrário - e isso não é necessariamente mau, não me interpretem mal. O que eu quero dizer é que podemos e devemos andar como nos sentimos bem, independentemente das influências à nossa volta (existirão sempre os exageros porque faz parte da idade) mas não nos vamos esquecer do que é realmente essencial para o regresso às aulas. Boa educação, esforço e empenho!

Posto isto (e depois de todo um post educativo) um batonzinho leve e uma máscara para as pestanas é o que posso aconselhar para a maquilhagem do dia-a-dia. E um pacote de lenços, nunca se sabe quando as casas-de-banho não vão ter papel! :p

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

"Tô, Tia, Sabias Que Vou Agora Para A Escola?"

São 12.43h. O meu telemóvel tocou e eu sabia quem me estava a ligar. "Tô, tia, sabias que vou agora para a escola? Vou para o primeiro ano!".

Não sei explicar. Não consigo explicar. Mas estou num misto de emoções. Tenho o coração apertado até mais não. É verdade que dizem que os sobrinhos não são nossos filhos mas é quase como se fossem; há aqui um sentimento que eu não consigo descrever, por mais voltas que dê à cabeça. Nunca lhe mudei uma fralda, Deus me livre - mas desde que nasceu passou a ser a pessoa mais importante da minha vida, bem juntinho da minha mãe. 

Todas as suas conquistas, o simples facto de começar a andar, falar, ter opinião, gosto, personalidade... Todas essas "tolices" passaram a ser motivo de orgulho para mim. Ela é alta, forte, veste saia, joga à bola, pinta os lábios e quer caçar monstros. É um pequeno furacão, muito parecido a alguém que eu cá conheço e lido todos os dias [e que vejo ao espelho] e hoje vai para o primeiro dia de aulas e eu preferi falar com ela ao telemóvel do que estar lá na altura que ela passasse o portão da escola porque provavelmente iria chorar mais do que a minha irmã - iria dar-lhe um argumento para me gozar para o resto da vida? Não ahahah!

É verdade que os nossos sobrinhos não são nossos filhos mas é verdade que é quase como se fossem - não que eu seja mãe - mas aquilo que sinto por ela é algo que não se transcreve e eu só lhe desejo o melhor. E vou fazer de tudo para ela ter e ser a melhor pessoa que conseguir e quiser ser.