terça-feira, 25 de julho de 2017

6# Turismo Rural | Nomad Planet

Hoje é dia de mais um post do que melhor se tem por Portugal, de norte a sul e se das últimas vezes vos dei propostas pelo Alentejo, hoje façam as malas para ir até a um lugar de encantos no norte. 

Gerês

Localizado num dos corações de ar puro de Portugal, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, a proposta de hoje é algo não muito comum por cá; estamos a falar do Nomad Planet, um refúgio da agitação do dia-a-dia inspirado nos Yurts (tendas) usadas pelos nómadas mongóis. De uma só assoalhada, toda a disposição do Yurt é organizada à volta do fogão da sala, equipada para vos darem todo o conforto quer no verão, quer no inverno.



Existem (apenas) quatro Yurts no Nomad Planet onde a casa-de-banho, a cozinha, assim como o terraço são partilhados, para que todos possam usufruir da mesma experiência e de convivio, já que os próprios proprietários convivem com os seus convidados, dando-lhes dicas de passeios, atividades ou apenas caminhadas. Podem viver esta experiência por 57,50€ por noite (agora em época alta) para duas pessoas com pequeno-almoço incluído. 



Deixo-vos aqui alguns dos comentários que poderão encontrar no Booking:

"Parabéns pela ideia! Gostámos bastante do espaço e da privacidade que cada yurt oferece. O Victor e a Marie estão sempre disponíveis e são super simpáticos! Os yurts são giríssimos, quentinhos e muito acolhedores (...). O pequeno-almoço foi óptimo e a paisagem é incrível! Aconselho vivamente! Aproveitem também para dar um passeio na pequena aldeia, vão encontrar pessoas e espaços genuínos. Obrigada."

"Ambiente calmo, onde só se ouviam os sons da natureza. O yurt estava muito acolhedor e confortável. A paisagem é deslumbrante."

"Da experiência, para quem gosta de campismo, aqui encontra o auge. Paisagem fenomenal, Yurt em óptimo estado, super limpo, quente e confortável, casa de banho separada dos Yurts o que é normal no campismo, mas limpas e também em óptimo estado. Pequeno-Almoço delicioso servido na Tenda Mista com aquecimento, Sr. Vitor e Marie bastante atenciosos. Vale a pena."


E então, vão deixar-se levar por algo completamente diferente e, à primeira vista, absolutamente fenomenal?

segunda-feira, 24 de julho de 2017

4# Roteiro para três dias em Barcelona

Terceiro dia

Park Guell

E por fim chegámos ao último dia em Barcelona, onde desta vez o carro foi connosco para todo o lado.

Mais uma vez levantámos cedo e rumámos ao Park Guell, já que não tínhamos tido sorte no dia anterior em arranjar bilhetes. Guess what? Quando lá chegámos também já não havia bilhetes! Ficámos mesmo com os cabelos em pé porque era algo que queríamos mesmo (nunca nos lembrámos de comprar pela Internet) mas mais uma vez limitámo-nos a passear cá fora, aproveitando ainda para comprar uns recuerdos.

Tibidabo

Depois daquela desilusão, decidimos ir em busca de outro lugar que estava no nosso roteiro: a montanha de Tibidabo. Com 512 metros, este é um dos pontos de referência para quem vai em busca de ver Barcelona de forma bem ampla e eu adorei o que vi. A viagem até lá foi muito engraçada (e a meio da subida têm outro miradouro que vale a pena parar) mas o mau de andar em Barcelona de carro é que o estacionamento é pago a peso de ouro. Mas o que vimos - a paisagem, o parque de diversões e a igreja Sagrat Cor - fez valer muito, muito a pena!

[Nota: O valor do estacionamento é de 0,05 cêntimos por minuto.]




Montserrat

No roteiro que tivemos acesso, avisaram-nos de que Montserrat ia valer a pena mas iria demorar um dia inteiro. Não foi um dia inteiro mas quase porque levou-nos o resto do dia. O GPS enganou-nos e mandou-nos para o lado oposto; quando encontrámos o caminho, confesso que passei mal, com tanta curva. Não consegui apreciar a viagem, muito pelo contrário. Estando lá, já sem enjoos e com o sol e o vento a bater-me na cabeça e no peito, pude usufruir na plenitude daquele lugar, mas já com muito cansaço em cima. 

[Nota: Como sempre, estacionamento nada barato - seis euros.]

Aqui há uma fusão entre valores naturais, culturais e históricos, pois aqui abriga o famoso Mosteiro do Monte Serreado, dedicado à Virgem de Montserrat. Malta das caminhadas, este sitio é visita obrigatória; eu própria arrisquei e ainda andei um pouco (nesta altura do campeonato a minha bolha no dedo mendinho do pé estava terrível) para aproveitar bem a paisagem.

[Nota: Subimos de "metro" até ao cimo da montanha - 25 euros (!!!) ida e volta para dois.)





Camp Nou

Ainda havia um pouco de luz solar quando saímos de lá (porque pela primeira vez apanhámos chuva torrencial) e aproveitámos, num último ato de visita à Cataluña, fomos (obviamente) ao espaço exterior do estádio Camp Nou, do Barça. Sem dúvida que eles vivem o futebol, sem dúvida que aquilo é uma máquina de fazer muito, muito dinheiro, sem dúvida que envolve toda a cidade, como se de uma nação se tratasse (e como eles querem que seja...).


Tempo de regressar à tenda e começar a preparar o corpo para receber o jantar e uma noite de descanso porque o dia seguinte ia ser cansativo.
E foi. Cerca de 15 horas de viagem, já nem sei bem. Já nem via bem. Já só queria chegar. Mas com certeza que levo esta viagem no coração, porque as viagens fazem-nos bem, dão-nos recordações, dão-nos cultura, dão-nos sabedoria. E aquecem o coração. Barcelona não ficou no meu top 10, mas merece a pena ser visitada!


Agora vamos lá ver qual será o meu próximo destino... Até lá, boas viagens por aí! :)
Ps: Espero que tenham gostado de todo o roteiro de Barcelona - convido-vos a espreitar os anteriores!

domingo, 23 de julho de 2017

Praia Ou Campo? - Digam De Vossa Justiça!

Esta será sempre uma grande questão quando chega o momento de planear as férias: praia ou campo?

As opiniões são variadas mas segundo um estudo feito pelo Centro Europeu para o Meio Ambiente e a Saúde Humana, no Reino Unido, a maioria de nós prefere um destino onde tenha... praia. Mas calma, estudos à parte, o que interessa mesmo é escolhermos um lugar que sabemos que vamos descansar.

As vantagens quer de um lugar, quer de outro, são infinitas e na minha cabeça o ideal é uma mistura dos dois lugares: encontrar um sitio onde eu possa explorar e estar em contacto com a natureza mas também poder passar uma bela tarde a apanhar a vitamina que o sol me dá! Mas quando isso não é possível, dou por mim a pensar assim:

- Na praia ganho aquela corzinha e ainda dou umas braçadas no mar, relaxo ao sabor das ondas e durmo sobre o sol quente na minha pele, com os pés na areia;

- No campo tiro fotografias sempre como se fosse uma novidade, respiro um ar que normalmente não tenho acesso e o céu parece que está mais perto (e mais bonito) de nós;

- Na praia só tenho de ter a preocupação com a cor da bandeira e com o facto de não deixar as minhas coisas sozinhas na toalha durante muito tempo, porque o resto... o resto é só relex;

- No campo para além de ir em busca de novos lugares, ficar a conhecer novas árvores ou plantas, eu ainda abato umas calorias e tonifico as pernas;

(uma Bola de Berlim chamada Rititi)

Eu sei que sou estranha mas eu debato-me com todas as vantagens (mais do que as desvantagens) de um lugar e de outro no momento de decidir. 
E vocês... contem-me tudo, qual é a vossa preferência? Que lugar valorizam mais?

sábado, 22 de julho de 2017

Eles Quando Cá Estão Dão Aquela Vontade - A De Emigrar

Quando falo nEles, refiro-me aos meus amigos que estão emigrados no Reino Unido - mais especificamente em Londres.

E quando falo em ficar com vontade de arriscar é porque os ouço; ouço as suas histórias, as suas complicações diárias mas também as suas vantagens e alegrias em lá estar. E cresce qualquer coisa cá dentro... que depois desaparece quando eles vão embora. "O que faria eu indo para lá?" penso para comigo. Que oportunidade haveria eu de ter? Às vezes é preciso arriscar, simplesmente. Às vezes é preciso dar o salto. Mas acho que o devemos fazer quando estamos absolutamente incompletos com a nossa realidade (principalmente a laboral) ou simplesmente quando temos a certeza que queremos mais, mesmo que seja num ato de aventura.

Mas eu não me sinto assim. Tem dias, vá, como toda a gente. Não trabalho na minha área mas não odeio o que faço se não não o faria há já três anos. Mas por vezes sinto aquela vontade de experimentar passar aquilo que eu considero ser um grande limite para mim.

Falar sobre emigração é algo que dá pano para mangas e não venho atirar para o ar as vantagens/desvantagens dessa decisão; apenas venho confidenciar que sempre que os meus amigos estão cá e eu vejo que eles continuam a respirar e até juntam uns trocos fixes, eu fico com vontade de respirar outro ar e ganhar eu também uns trocos fixes. Porque Portugal tem tanto para me dar mas efetivamente não me dá muito dinheiro. E o dinheiro, que não é tudo, é uma parte muito importante para a minha (nossa) sobrevivência neste mundo.

Mas a verdade é que a minha vida está a ser aqui construída. A minha luta por um futuro melhor por enquanto é cá. Eu nuca direi nunca a esta opção mas da mesma maneira que fico com vontade de ir, assim que eles apanham o avião de regresso e eu regresso à minha rotina, a minha vontade também voa. Ainda estimo [mas nem sempre me sinto estimada] estar por cá.

E a vocês, quantas vezes esta ideia já vos passou pela cabeça? 
Têm muitos amigos/familiares emigrados? Partilhem! :)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

24# O que a Rititi ouve no carro [RIP Chester]


Quando soube os meus olhos iam saltando da cara. Uma banda que acompanhou o meu crescimento (assim como tanta gente da minha e de outra geração) e que andava sempre no meu ouvido. E foi dos concertos que mais gostei e que vivi mesmo. 

Hoje partilho uma das músicas que mais gosto da banda com muita pena do Chester ter cometido suicídio e com muita pena que hajam tantos suicídios no mundo, muitos sem serem noticiados mas com certeza para os seus ente queridos, serão penosos de igual forma. 

Resta-nos apenas agradecer ter vivido para ver e ouvir a sua voz que continuará a ter impacto no mundo e que provavelmente jamais morrerá!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

5# Turismo Rural | Refúgio do Monte

Olá maltinha, hoje trago-vos mais um post sobre Turismo Rural, onde vos mostro mais um local maravilhoso para uns momentos de descanso e não, ainda não foi desta que saí do Alentejo!


Odemira

A vossa procura recai sobre umas férias do mais pacificas possíveis, é isso? Então recomendo o Refúgio do Monte, a 15 quilómetros da Zambujeira do Mar mas com muito para oferecer - tanto que nem se vão lembrar de praia quando têm um jardim e uma piscina totalmente à vossa disposição, assim como aquisição gratuitamente de bicicletas para passeios entre os Trilhos dos Pescadores ou Trilhas das Vilas.


Com espaços comuns que nos convidam a refugiar da agitação do dia-a-dia, o Refúgio do Monte conta com uma nota de 9,1 no Booking e nos comentários podemos observar vezes sem conta elogios ao lugar, ao pequeno-almoço e à simpatia do staff. A partir de 80 euros por noite podem passar um fim-de-semana num dos locais mais requisitados do momentos, onde o nome dos quartos são dedicados à fauna local - Quarto Mocho, Quarto Garça, Quarto Falcão, Quarto Coruja, entre outros.


"Boa Rititi, gostei mesmo deste local, mas será que ainda consigo arranjar alguma coisa para agosto?" bom, vou ser sincera... na minha pesquisa para fins-de-semana para o mês que vem posso já adiantar que não encontrei vagas nenhumas mas porque não tentar durante a semana, se poderem? Eu já vos estou a dar ideias de escapadinhas, agora está tudo nas vossas mãos mas pensem que merecem uns dias de descanso... aliás, merecemos todos porque a rotina por vezes pode cansar e muito! 

Quem mais, para além de mim, está com vontade de ir até ao Refúgio do Monte experimentar aquele pequeno-almoço tão famoso?

quarta-feira, 19 de julho de 2017

"É porque não tinha que ser..." - Quem é que acredita nisto?

Eu ainda não sei bem se acredito. Há dias que sim, outros que não, outros que nunca.
Todos nós temos os nossos fantasmas, certo? Coisas que largámos, coisas que desistimos, coisas que nos deixaram ou coisas que não conseguimos. Os exemplos são muitos e todos são válidos.

Mas nem sempre consigo pensar e dizer "É porque não tinha de ser..." - mas porquê se eu dei tudo? Se eu me esforcei ao máximo? O que correu mal, porque não deu? A minha vida não pára para eu conseguir estas respostas, atenção, porque num momento de demasiada frustração eu recorro ao "É porque não tinha de ser..." se não dou em maluca. Estou numa fase diferente em que os meus fantasmas rondam mas não me assombram; pergunto de vez em quando porquê mas chego à cama e durmo profundamente. 

Tudo isto para partilhar com vocês que ainda não sei bem se acredito no destino e naquilo de que "o que for meu, às minhas mãos virá parar". Todos os dias devemos levantar e dar o nosso melhor para que possamos estar de consciência tranquila e pensar que se não deu... bem, se não deu é porque não tinha de ser. 

Vocês acreditam neste mantra e no destino? Ou acreditam que o destino está totalmente nas nossas mãos?