Faz hoje exatamente um ano que oficialmente acordei na casa que divido com o meu namorado. Foi a partir deste dia que começou uma nova etapa na minha vida e se esperam deste post só amor e uma cabana, podem já parar de ler...
Posso dizer que foi um dos anos mais intensos, insanos e complexos que já vivi. Experenciar sair da casa dos pais já é algo por si só complexo; sair do ninho e ainda dividir casa com o namorado parece ser bastante promissor - e é - mas é ainda mais uma odisseia, cheia de altos e baixos. Há uma comunhão de amor, de amizade, de companheirismo mas também existem outras coisas que não são tão coloridas, que não nos faz questionar mas faz-nos com certeza irritar e mandar umas quantas almofadas ao ar.
Apesar de saber que vem aí mais um ano intenso, insano e complexo, todos sabem que vou continuar a lutar para que sejam mais as vezes que dormimos de pés entrelaçados que de costas voltadas.
E mais importante do que os outros saberem, é eu saber. E ele saber. E muitas vezes não sabemos se estamos a fazer certo ou errado, mas continuamos aqui; de vez em quando às cabeçadas à parede, outras vezes embrulhados um no outro, afogados no nosso calor, na nossa sintonia e naquilo que sentimos um pelo o outro. Atraídos pela nossa própria intensidade, insanidade e complexidade :)
Para além do desafio de partilhar casa com alguém, também é igualmente desafiador para nós próprios encarar e lidar com esta independência; acordares e pensares no que tens de fazer em CASA: por a máquina da roupa a lavar, lavar a loiça que ficou por lavar ou dobrar meias e cuecas ou simplesmente passar a ferro... Quando dás por ti, tu tens essas preocupações porque sabes que estás por tua conta e nem sempre a ficha cai tão rápido quanto isso. Pessoalmente, não tenho lidado mal com esse tipo de afazeres mas há dias que me custa, não digo o contrário.
Em suma, todo este ano tem sido uma loucura mas eu sei que vão continuar aqui a acompanhar esta aventura de viver longe do ninho e da jornada que é dividir a casa com o (








